Notas Biográficas - Congresso de Artesanato

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Programa

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARTESANATO
Notas Biográficas

ALBERTO NÍDIO SILVA
É Doutor e Mestre em Estudos da Criança, área do conhecimento da Sociologia da Infância, pela Universidade do Minho. Foi, por mais de trinta e dois anos, docente da educação básica inicial, aí particularmente envolvido na gestão e administração educacionais, área do conhecimento em que é licenciado, com especializações em associativismo educacional e administração educacional. É, no presente, membro integrado do CIEC – Centro de Investigação em Estudos da Criança (Unidade 317 da FCT), do Instituto de Educação da Universidade do Minho – estando os seus estudos focalizados nas culturas da infância, com particular incidência na cultura lúdica e no folclore infantil enquanto sua incontornável e primordial expressão. Tem livros publicados e capítulos em várias obras de referência, para além de artigos científicos dados à estampa em revistas especializadas, aonde a temática dos jogos, brinquedos e brincadeiras está sempre presente. Das obras publicadas, destaca-se, neste domínio, o livro Jogos, Brinquedos e Brincadeiras: trajetos intergeracionais, com edição em 2012 (Atahca-Associação das Terras Altas do Cávado, Homem e Ave), atualmente esgotado.

ANNA PAULA MARQUES
Em 1998, desafiada pelo companheiro e sócio Domingos Abreu, abre uma loja de artesanato no centro histórico de Guimarães. O importante é que nessa viagem pelo país à procura do artesanato português, perceberam o seu real valor e precisavam de um novo conceito de loja de artesanato, onde este fosse realmente valorizado, separado por autores e identificado. Queríamos acabar com o estereotipo do "caco" e do "pano". Esta é a sua verdadeira paixão. Anna Marques é formada em Línguas e Literatura Europeia, pela Universidade do Minho. É professora e tradutora da língua francesa em part-time, estando, neste momento, também ligada ao turismo na vertente de preparação de circuitos por Portugal e de visitas comentadas para o mercado francês.

ÁNGEL PEÑA MARTÍN
Doutor em História da Arte (2017), pela Universidade Autónoma de Madrid - Faculdade de Filosofia e Letras, com a tese de Doutoramento Arte, imagem e mosteiros no Quito Vice-reinado Colonial, séculos XVI-XVIII. O ciclo litúrgico de Natal.
A sua linha de pesquisa é baseada na imagem religiosa na Idade Moderna, os mosteiros femininos e a celebração do Natal. Tem participado em inúmeras conferências, simpósios e eventos de divulgação científica, nacionais e internacionais, sobre essas questões.
Quanto ao Natal, é autor do livro O Natal em Espanha no século XIX. O Presépio e as suas tradições (2016), assim como de muitos artigos sobre o Presépio e as festas de Natal. Dirige o boletim “Belén”, da Associação dos Amigos do Presépio de Madrid. Tem sido o curador de várias exposições sobre o presépio, como Uma visão etnográfica do Presépio: tipos, oficios e costumes no século XIX, para o Museu Etnográfico de Castela e Leão, em Zamora (2017). Além de pesquisador, é colecionador de presépios e tem uma grande coleção sobre o Natal na Espanha nos séculos XIX e XX, em permanente crescimento e objeto de estudo.

ANTÓNIO FERNANDES
Autodidata, participou em várias Feiras de Artesanato, exposições, bem como noutras iniciativas: Idades da Madeira, Fil Lisboa (1998); Encontro com a Arte, Mostra de Pintura e Escultura, Moreira da Maia (2004/2005); Exposição Individual, Ordem dos Médicos, Porto (2005); 6.ª Bienal de Artes Plásticas, Rotary Clube da Maia (2007); Projeto Água Musa, Craft e Design, Aldeias do Xisto (2012); Projeto Agricultura Lusitana, Aldeia do Xisto (2015); Exposição Coletiva Associação de Artista de Belleville Paris (2016) e Exposição Individual Museu Ibérico da Máscara e do Traje (2018).
É detentor dos seguintes prémios: Menção Honrosa F.N.A. Vila de Conde (1990); 1.º Prémio F. N. A. Vila de Conde (1997); Menção Honrosa Prémio Nacional de Artesanato, Instituto de Emprego e Formação Profissional (1997); Menção Honrosa, Bienal da Máscara de Bragança (2007) e 1.º Prémio Bienal da Máscara de Bragança (2013).

ARLINDO MARTINS DA SILVA JERÓNIMO
Nasceu a 9 de agosto de 1942, em Braga. Em 1955, completou o 6.º ano de escolaridade, na Escola Industrial e Comercial Carlos Amarante, na sua cidade. Posteriormente, fez formação adicional: em 1983, o Curso de Dinâmica de Grupos, 4 dias - Biodinámica-Monitor: Dr. António da Costa Neiva, em Braga, e, em 1989, participou no “1.º Encontro da Indústria Galaico-Minhota”, Assoc. Ind. do Minho. Entre 1983 e 1984, colaborou na Dissertação de Mestrado “Quantificação da sismicidade histórica a partir do comportamento dinâmico de torres de igreja e seus sinos”, do Eng.º Alfredo Peres N. C. Costa, IST, Lisboa. Em 1990, participou na Conferência “A Inventariação dos Sinos”, no Encontro de Inventariação do Património Móvel da Igreja, Diocese de Braga, em Braga. Em 1998, participou na apresentação de um projeto de I&D, em parceria com o INEGI, no concurso “AIMinho Inovação”, na categoria Ideias Inovadoras, “Novo processo de moldação de sinos”, ao qual foi atribuído o 2.º lugar do concurso, em cerimónia na Expo`98, em Lisboa. Em 1999, fez a comunicação “Inovação e transferência de tecnologia”, no encontro Inovação e Desenvolvimento, Associação Industrial do Minho, em Braga. Já em 1999, fez a comunicação “A vida de uma empresa familiar”, no Encontro Luso-Espanhol das Empresas Familiares, Associação Industrial do Minho, em Braga.
Quanto à experiência profissional, em 1955, iniciou a atividade na empresa familiar de seu pai, A Fundição de Sinos de Braga – Serafim da Silva Jerónimo, fazendo parte da 3.ª geração de fundidores de sinos da família. Hoje, é um dos sócios gerentes da sociedade. A partir de 1958, data em que realizou a primeira fundição de sinos, dedica-se à direção da produção e direção e coordenação de obras novas e de conservação e restauro de sinos, carrilhões e cabeçalhos, bem como da afinação de carrilhões. Entre 1996 e 2002, foi Vice-presidente da Direção da Associação Industrial Minho, em Braga. Entre 2002 e 2008, foi Vogal do Conselho Fiscal da Associação Industrial Minho, tornando-se, em 2008, foi Vogal da Mesa da Assembleia dessa Associação. Em 2003, foi membro fundador da ACEGE - Minho (Associação Cristã de Empresários e Gestores).
Desde 1958 que se destaca na investigação e desenvolvimento próprios em várias áreas (com destaque para o processo de fabrico e a afinação dos sinos), com recursos internos e em parceria com entidades pertencentes ao sistema científico nacional, centros tecnológicos, nacionais e estrangeiros.
É vasta a obra de carrilhões e de conservação e restauro, no seu país e no estrangeiro (como, por exemplo, em Espanha, Canadá ou França).

AUGUSTO FERREIRA
Nascido a 5 de março de 1972, na freguesia de S. Mamede do Coronado, Santo Tirso, atualmente Trofa. Frequentou a oficina do Avelino Vinhas, desde os 13 anos até aos 19 anos e frequentou a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis. Fez o curso de conservação e restauro de madeiras arte sacra, de 1998 a 2000. Participou em alguns concursos de artesanato e de arte sacra, tendo vencido o primeiro prémio "Mestre Albino Moreira", na categoria de arte sacra, em 2001.

BRUNO ALEXANDRE PEREIRA DA SILVA
Nasceu em Vila Nova de Famalicão, a 17 de setembro de 1978. É licenciado em Engenharia de Polímeros pela Universidade do Minho, em 2003, com Especialização em Projeto e Fabrico de Componentes para Automóvel pela Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP), em 2005, e ainda com frequência em Formação Avançada no Curso de Gestão de Projetos e no Programa Avançado de Gestão, realizada em 2008 e 2018, na Porto Business School. Exerce, na atualidade, as funções de Diretor de Projeto no Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho, onde desenvolve atividades de investigação, desenvolvimento e inovação, em parceria com a indústria nacional e internacional em diferentes sectores de atuação, nomeadamente, aeronáutica, automóvel, espaço, energia e materiais. De entre as colaborações com a indústria destacam-se projetos em Portugal com a Brisa, a ANA Aeroportos, o Grupo Portucel Soporcel, o Grupo Simoldes, o Grupo Iberomoldes, o Grupo da Corticeira Amorim e o Grupo Primor. A nível internacional, tem participado em ações estruturantes, envolvendo entidades de referência, como são os casos do VTT, do Grupo Mondragon, da Aimplas e do Fraunhofer Institute. Enquanto representante do PIEP, tem tido participação ativa a nível nacional, na PRODUTECH - Pólo das Tecnologias de Produção, no Health Cluster Portugal - Polo de Competitividade da Saúde, na Pool-Net – Cluster Engineering & Tooling e na AED Portugal – Cluster das Indústrias Aeronáutica, do Espaço e da Defesa, e a nível internacional na ECP4 - European Composites, Plastics and Polymer Processing Platform, plataforma europeia que agrega mais de 18 Instituições Europeias de Investigação, 4 Clusters Regionais e 3 Organizações Industriais europeias do sector dos plásticos e compósitos. Tem participado em várias Feiras Internacionais, onde se destacam as do Sector de Aeronáutica Espaço e Defesa, nomeadamente, a International Paris Air Show Le
Bourget e a Farnborough International Airshow, e tem publicações em várias Conferências Internacionais, essencialmente focadas na área da sustentabilidade e economia circular.
Em 2014, assumiu a Presidência do Conselho de Administração da Fundação Castro Alves, cargo que exerce até à data, e encontra-se ainda ligado a um conjunto de entidades de cariz educativo, cultural, desportivo e do conhecimento, onde assume responsabilidades, enquanto Secretário da Assembleia Geral da Artemave - Associação de Promoção das Artes e Música do Vale do Ave; Membro do Conselho Fiscal da Associação Manuel Faria; Presidente da Assembleia Geral do Bairro Futebol Clube; Membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pedome; Membro da Plataforma para o Crescimento Sustentável e Membro do Rotary Club de Vila Nova de Famalicão.

CARLOS LIMA E XANA MONTEIRO
São inovadores na tradição secular de Molelos: a cerâmica negra. Desde 1988, têm conferido ao seu trabalho um cunho pessoal através da inovação das formas e texturas e do aperfeiçoamento dos acabamentos, onde a sucessiva construção de novos fornos a lenha tem contribuído para a otimização das peças.
Têm participado em eventos nacionais e internacionais ligados à cerâmica e ao design, nomeadamente no projeto de design europeu “Avantcraft” e nos projetos nacionais “Água Musa” e “Agricultura Lusitana”.
Em 2012. executaram as esculturas de cerâmica para o projeto “Percursos”, da designer Linde Burkhardt e do arquiteto François Burkhardt, em homenagem ao seu amigo Álvaro Siza Vieira.
Em 2015, participaram na construção do forno “Sasukenei- forno sem fumo a lenha”, na Cerdeira-Lousã, sob a orientação do Mestre japonês Mazakazu Kusakabe.
São cofundadores, desde 2016, do projeto “Desalinhados – cerâmica em performance”.
Têm ganho variadíssimos prémios em Bienais de Cerâmica e concursos.
A divulgação da cerâmica negra através de exposições, demonstrações ao vivo, oficinas e colóquios pela Europa (Espanha, França e Alemanha) e continente americano (Toronto-Canadá, Niterói, Ceará do Norte e Pernambuco-Brasil) faz parte da realização pessoal destes dois ceramistas pela preservação deste património cultural.
Estão representados em coleções particulares e em Museus.

CARMO CARMELO
Nascida em Torres Novas, em 1970, com formação em Gestão de Marketing, integrou uma multinacional da área da grande distribuição em 1992, onde se mantém até hoje.
No final dos anos 90, a sua paixão por Santo António e a curiosidade pelo artesanato fazem-na percorrer o país, conhecendo de norte a sul nomes incontornáveis da cerâmica portuguesa.
Ser colecionadora de figuras de Santo António e ser detentora de uma imagem de Nossa Senhora do Ó, desde que estava grávida da sua filha, foi o mote, para abrir um espaço comercial em 2016 – o Alforge, na cidade de Castelo Branco, onde reside atualmente.
Das viagens efetuadas, com o objetivo de conhecer pessoalmente os artesãos, os seus locais, os seus costumes, as suas peças, surge a certeza de que estava no caminho certo. Este projeto, mais que uma loja, onde todos os dias se trabalha para que seja um espaço cultural da cidade e onde se podem encontrar, neste momento, peças de cerca de três dezenas de artesãos portugueses.
A acompanhar este espaço físico, o Alforge, criou também uma oferta, embora reduzida, ao nível do digital, através da sua loja online.

FERNANDO AGUIAR DE ARAÚJO
Nasceu em Viana do Castelo a 3 de agosto de 1972. Licenciou-se em Ensino, Variante de Educação Visual e Tecnológica em 1994, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior de Educação. Em 2016, no Instituto Politécnico do Porto – Escola Superior de Educação, sob a orientação do Prof. Dr. Fernando Luís Teixeira Diogo, concluiu o Mestrado em Estudos Profissionais Especializados em Educação, Administração das Organizações Educativas.
É professor de Educação Visual e Tecnológica, acumulando o desempenho de vários cargos intrínsecos ao ensino.
Iniciou a sua atividade profissional em 1994 como professor de Educação Visual e Educação Visual e Tecnológica, na Escola E. B. 2,3 de Pias – Monção. Posteriormente, lecionou nas Escolas E. B. 2,3 de Beiriz – Póvoa de Varzim, E. B. 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira-Vila do Conde, E. B. 2,3 Frei João – Vila do Conde. Desde o ano 2000, leciona no Agrupamento de Escolas Cego do Maio – Póvoa de Varzim.
Do ano 2008 até 2017, desempenhou o Cargo de Diretor do Curso de Educação e Formação de Pintura e Decoração Cerâmica, onde lecionou as disciplinas de Modelação Cerâmica e Pintura e Decoração Cerâmica. Concomitantemente orientou os estágios dos alunos.
Desde o ano 2017, desempenha o cargo de Subdiretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio da Póvoa de Varzim.

FERNANDO ANTÓNIO LIGEIRO GASPAR
Licenciado em Geografia pela Universidade de Coimbra (1985), exerceu funções de Diretor do CEARTE entre setembro de 1986 e abril de 1998. Exerceu funções de Presidente da Comissão Nacional para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais, desde maio de 1998 até à extinção daquele organismo, em abril de 2006. Exerceu, no IEFP, funções de coordenador do PPART – Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais, desde maio de 2006 até à extinção daquele programa, em julho de 2015. Exerce as funções de coordenador do Gabinete para a Promoção das Artes e Ofícios do CEARTE, desde agosto de 2015, destacando-se o trabalho de assistência técnica ao IEFP em matérias especializadas, como o Estatuto do Artesão e da Unidade Produtiva Artesanal, o Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Produções Artesanais Tradicionais e o Prémio Nacional de Artesanato.
Foi membro do grupo de trabalho responsável pela elaboração, organização e edição do CATÁLOGO DE ARTESANATO DA REGIÃO CENTRO, obra editada pelo IEFP – Delegação Regional do Centro, que fez o levantamento e caracterização de cerca de 850 unidades de produção nos 78 concelhos da Região, tendo representado cerca de 3 anos de trabalho (1990 a 1992) - trabalho de campo, investigação e mobilização de organismos públicos e privados, associações locais, autarquias, museus e investigadores/especialistas no domínio das artes e ofícios tradicionais. Foi Presidente do júri nacional do PRÉMIO NACIONAL DE ARTESANATO, instituído pelo IEFP, na edição de 1999, tendo integrado posteriormente aquele júri nas edições de 2007, 2009, 2011 e 2013. Tem integrado júris de outros concursos dentro da área do artesanato e da inovação. Foi corresponsável pela conceção e produção executiva das seguintes exposições do IEFP, e respetivos catálogos, no âmbito da FIA – Feira Internacional de Artesanato: “Artes da Casa” (2011), “Sabores e Saberes da Doçaria Portuguesa” (2012), “Idades Entrelaçadas” (2013), “Rotas da Cerâmica a Sul do Tejo” (2014), “Artes e
Ofícios Portugueses: caminhos de inovação” (2015), “Rotas da Cerâmica do Norte de Portugal” (2016), “FIA 30 anos. Um Olhar Sobre as Exposições Temáticas do IEFP” (2017) e “Prémio Nacional do Artesanato 2017” (2018).
Foi coordenador da IBERIONA 2011 – VI ENCONTROS DO ARTESANATO IBÉRICO, evento realizado no Porto de 6 a 8 de outubro de 2011. Integrou o Conselho Editorial da REVISTA “MÃOS”, publicação especializada em artes e ofícios. Integra, em representação do IEFP até julho de 2015 e em representação do CEARTE desde então para cá, as comissões de acompanhamento dos processos de certificação dos seguintes produtos: “Lenços de Namorados do Minho”, “Bordado de Guimarães”, “Bordado de Viana do Castelo”, “Traje à Vianesa - Viana do Castelo”, “Olaria de Barcelos”, “Figurado de Barcelos”, “Rendas de Bilros de Vila do Conde”, “Junça de Beselga - Penedono”, “Bordado de Castelo Branco”, “Bordado de Tibaldinho”, “Filigrana de Portugal”, “Viola Braguesa - Portugal” e “Viola Beiroa - Portugal”.
Tem vindo a apresentar diversas comunicações sobre artes e ofícios, estatuto do artesão e certificação de produtos artesanais tradicionais não alimentares, em eventos nacionais e internacionais.

FERNANDO JORGE RIBEIRO
Nasceu a 9 de outubro de 1963, na freguesia de Bairro, onde viveu até 2001, tendo fixado residência em Oliveira de Santa Maria a partir dessa data. Frequentou a escola até ao 12.º ano, sendo nos últimos 3 anos aluno de Geometria Descritiva, em aulas noturnas, no liceu de Santo Tirso. Em 1979, entrou no Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro (hoje Fundação Castro Alves), onde deu os primeiros passos na aprendizagem de trabalhar o barro. Considera este o grande passo da sua vida. Uns anos mais tarde, começou a trabalhar na Cerâmica de Roriz. Em 1994, monta a sua própria oficina em Caniços, Bairro. Participou nas várias exposições e feiras de artesanato. Já venceu os seguintes prémios: Duas Menções Honrosas na FIA- FIL- Lisboa; 1.º Prémio de Artesanato da FIA; 1.º Prémio Melhor Peça de Vila Nova de Famalicão; Prémio de Honra em Castelo de Vide; 1.º Prémio em Arcozelo; Prémio do Ministério da Cultura “Trabalho comunitário, na modalidade de azulejaria” (cidade de Vizela). Nos livros Neste Natal, de Frei Morgado, Presépios Portugueses, de Conceição Alvim Ferraz e Rota da Cerâmica do Norte de Portugal - IEFP constam referências ao seu trabalho. Grande parte da sua obra está em locais públicos: Túnel da REFER, em Vizela (70000 azulejos); Painel de
azulejos, com 50m2, alusivos à Guerra do Ultramar, em Ribeirão; Via Sacra na Igreja de Lousada. Faz também restauro de azulejos em várias igrejas.

FERNANDO NUNES CANHA DA SILVA
Nasceu a 4 de setembro de 1941, em Vale da Vinha, concelho de Gavião. Fez os estudos liceais no Liceu Nacional de Portalegre e ingressou na Academia Militar, em outubro de 1960. É casado com Fernanda da Ascensão Guapo Murta Canha da Silva e tem 2 filhos e 5 netos. Residem em Évora desde janeiro de 1971.
No decurso da sua carreira militar, salienta-se o desempenho das funções de comandante da Escola Prática de Artilharia, 2.º comandante e comandante da Região Militar do Sul, com sede em Évora. Passou à situação de Reserva em 4 de setembro de 2000 e à situação de Reforma em 2005. Da sua folha de serviços constam 21 louvores concedidos por várias entidades, destacando-se a medalha de ouro de serviços distintos e a Grã-Cruz da Medalha de Mérito Militar, atribuídas pelo Chefe de Estado Maior do Exército.
Depois da passagem à situação de reserva, tem-se dedicado, como voluntário, a atividades de âmbito social. É vogal do conselho de administração da Fundação Eugénio de Almeida e presidente do conselho de administração da Fundação D. Manuel Mendes da Conceição Santos. Foi, durante 9 anos, presidente da Assembleia Geral da Misericórdia de Évora e é presidente da Assembleia Geral da Associação Pão e Paz (IPSS) e presidente da Associação AFIM MUHIPITI (IPSS, Moçambique). A vinda para Évora, região rica no artesanato de barro e cortiça, e o gosto pelos presépios levaram-no a enriquecer o seu património neste domínio. O grande interesse manifestado pelos visitantes, comunicação social escrita e televisionada, aquando da 1.ª exposição efetuada no Convento da Graça, em Évora, no Natal de 1999, levou-o a aceitar solicitações para outras exposições. Foi isto que impulsionou o desenvolvimento do seu espírito de colecionador. De "coisas" que gostavam passaram a ter "coisas" que os outros apreciavam. Foi assim que, até 2017, realizaram 50 exposições em muitos locais do país e participaram numa exposição coletiva em Arles (França). Atualmente, a coleção cumpre os seus desígnios: divulgar os artistas e artesãos e o seu trabalho, na Igreja de S. Francisco, em Évora, aumentando o seu interesse pelas visitas a este monumento tão emblemático desta cidade Museu e cidade Património.

IRMÃS FLORES
As Irmãs Flores são as irmãs Maria Inácia Fonseca e Perpétua Matilde Fonseca. A primeira nasceu em São Bento do Ameixial, concelho de Estremoz, em 1957, e a segunda nasceu na mesma aldeia em 1958. Tomaram contacto com os Bonecos de Estremoz em novembro de 1972, com a mestre artesã Sabina Santos, em cuja oficina entraram como colaboradoras para pintar as peças realizadas por esta. Aqui ganharam gosto pela arte bonequeira e aprenderam os fundamentos basilares de modelação, cozedura e pintura, os quais ainda hoje seguem.
Montaram a sua oficina própria em 1987/88. Atualmente, dispõem de um espaço comercial e oficina no Largo da República. Já participaram em diferentes exposições, em variados locais nacionais ou estrangeiros: Museu de Estremoz e Centro Cultural; Toronto (Canadá); Europeia 91 Bruxelas (Bélgica); Paris e Nantes (França); Hamburgo (Alemanha) e Rio de Janeiro (Brasil). Participaram também em diversas feiras de artesanato: Estremoz, Vila de Conde, FATACIL, Pombal, Palácio de Cristal, Mercado Ferreira Borges e Foz do Douro (Porto) e FIA (Lisboa).

JOÃO GOMES
Nasceu em 1966, em Sintra, onde reside e tem o seu atelier. Desde sempre que procura expressar através de diferentes formas a sua arte. Autodidata, iniciou-se em pintura e escultura e foi daí que partiu para a descoberta da cerâmica. Tem o Curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes (1991-1993).
Desde 1996, tem um atelier de escultura cerâmica, em Sintra. Os quatro elementos são a forma através da qual se exprime e estes ganham uma nova dimensão, forma e linguagem. É, no entanto, o elemento Terra, através do barro, que o faz mergulhar na Alquimia da transformação e o desafia a ir cada vez mais longe na sua visão enquanto criador.
É no processo de modelação das diversas pastas cerâmicas, cada qual com a sua personalidade, ao aplicar óxidos, engobes e vidrados que nascem as histórias que dão origem a paisagens plenas de texturas, significados e diferentes olhares. A Natureza é a sua grande inspiração.
Está representado em coleções particulares em Portugal e no estrangeiro e nas Câmaras Municipais de Santarém, Aveiro e Sintra.

JOÃO CLARA ASSUNÇÃO
Atual responsável pela Ecolã, saiu de Manteigas e fixou-se em Lisboa, onde desenvolveu funções na área da contabilidade e gestão. Em 1995, regressou a Manteigas para dar continuidade ao projeto familiar que tinha mais de 50 anos (desde 1925), introduzindo novas estratégias e formatos que permitiram comercializar um tecido que estava a cair em desuso. Todos os esforços foram feitos para que fosse possível reativar um tecido tradicional da montanha, que era usado num raio de 100km pelos pastores, por ser um tecido resistente, quente e impermeável, produzido com a lã de ovelha Bordaleira Serra da Estrela. Num espírito inovador, foram criadas coleções de roupas e acessórios, que foram introduzidos nos mercados internacionais, especialmente nórdicos e que permitiu dar a conhecer ao mundo este tecido. Desde então, durante estes quase 25 anos, este é utilizado em várias áreas, não só em vestuário como também em decoração de interiores e isolamento térmico e acústico. Esta versatilidade de usos do burel e a sua adaptação a vários trabalhos têm permitido a autossustentabilidade e crescimento desta UPA. JOÃO RIBEIRO DA SILVA Natural do Porto, onde nasceu em 1971, vive em Vila Real desde 1995. É licenciado em Ciências Históricas (Ramo Científico), pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique, pós-graduado em Gestão Estratégica do Património na Administração Pública e Autárquica (IPPAR/ISPGAYA) e mestre em Museologia e Património Cultural (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Técnico superior da Câmara Municipal de Vila Real, diretor do Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (2002-2018) e do Museu da Vila Velha (2007-2018), foi coordenador-adjunto dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, coordenador da equipa responsável pela inscrição do "Processo de Confecção da Louça Preta de Bisalhães" no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e na Lista de Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO e coordenador-adjunto de Vila Real Capital da Cultura do Eixo Atlântico. É chefe da Divisão de Promoção e Dinamização Cultural da Direção Regional de Cultura do Norte desde abril de 2018.

JOAQUIM POMBAL
Nasceu em Leça do Balio em novembro de 1964. É escultor ceramista e pintor cerâmico. Iniciou estudos artísticos na Escola Soares dos Reis – Porto, onde estudou Artes do Fogo, Pintura Cerâmica e Azulejaria. Aprofundou os seus conhecimentos no Cearte, onde vem a ser formador. Tem curso de fotografia do IPJ. Cursou em Espanha: Pintura mural cerâmica / Murais em diferentes materiais/ Moldes para escultura / Forja artística / Engobes cerâmicos salgados / Cerâmica em grande formato com pasta de papel / Escultura em vidro / Escultura monumental em cerâmica maciça e Cerâmica contemporânea, na companhia de grandes autores ceramistas da atualidade.
Na azulejaria, desde 1985 no Atelier Joaquim Pombal, realizam-se projetos de grandes dimensões, de carácter tradicional ou contemporâneo, para edifícios públicos e privados, em Portugal e no estrangeiro. Desenvolve e inova técnicas cerâmicas que aplica na criação de grandes murais contemporâneos em azulejo. É formador na área da cerâmica e azulejaria tanto em instituições de Portugal como de Espanha. Ministra cursos teóricos para guias turísticos sobre o mesmo tema. Foi orador convidado em várias conferências sobre técnicas de pintura em azulejo e Arte na Paisagem. Participou em inúmeras exposições, bienais e eventos culturais ligados à área da cerâmica contemporânea a nível internacional. Faz parte integrante na génesis do Grupo de Artes “Dez+”, do Grupo Internacional “Outro” e do coletivo de ceramistas “La Pasta”. Organizou e participou nos Encontros Interculturais de Cerâmica (2004 a 2011) no centoecatorze-espaço de criação artísticas, onde foi cocriador e residente até 2013. No seu atelier, dedica uma parte do seu tempo a uma oficina e laboratório especializados no restauro e réplicas de conjuntos azulejares. Desde 2007 assume-se como performer e encenador de projetos de grandes esculturas cerâmicas em eventos Land Art. Para além da conceção e construção destas esculturas in situ, de modo participativo com a comunidade, faz do ato da abertura do forno que coze a obra incandescente, uma performance e espetáculo com fogo, música e projeções de vídeo.
O atelier que criou em 1985 está integrado em: "Pomar do Pombal" - Arts And Eco-Lifestyle.

JOSÉ CARLOS COELHO
Nasceu em Paços de Ferreira, em 1967. Após a conclusão do ensino básico, enveredou pela arte do entalhe da madeira, aprendendo com o mestre Carmindo Guerra. Iniciou a sua atividade profissional por conta própria em 1982, executando trabalhos de entalhe em madeira. A curiosidade e a vontade de enfrentar novos desafios levou a dedicar-se à escultura, onde já coleciona inúmeras obras espalhadas pelo país e estrangeiro. No ano 1997, inicia o trabalho de escultura em pedra, utilizando a mistura de técnicas e materiais como pedra e a madeira, bem como diferentes qualidades de pedra, transpondo cor e movimentos às suas esculturas. Atualmente, é bastante requisitado para a execução de bustos e esculturas de grandes dimensões. Entre muitos trabalhos, destaca-se a imponência das esculturas do Papa João Paulo II e do Papa Francisco, ambos com mais de 4 metros de altura, com cerca de 12 toneladas, em diferentes qualidades de pedra, levando a que recebesse por escrito as felicitações da posição máxima da igreja católica - o Vaticano. Num futuro próximo, vê a sua expansão com bons olhos, com a garantia de continuar a surpreender com os seus trabalhos.

JÚLIA FERNANDES
Natural de Vila Verde, casada e mãe de dois filhos, reside atualmente na sede do concelho. Licenciou-se em Ensino de Português e Francês em 1989, pela Universidade do Minho, Braga. Entretanto, alargou e aprofundou a sua formação superior. Em termos profissionais, exerceu, durante vários anos, as funções de docente no ensino secundário. Em 1998, foi vice-presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Vila Verde, durante dois mandatos. Desde de 2004 que pertence ao quadro de nomeação definitiva da Escola Básica de Ribeira do Neiva, concelho de Vila Verde. A dedicação à causa pública iniciou-se desde cedo. É militante do PSD desde longa data, ocupou diversos cargos de relevo nas estruturas locais e distritais do Partido, sendo atualmente Vice-Presidente da Comissão Política da Secção de Vila Verde. Iniciou a sua carreira política em 1989, na qualidade de membro na Assembleia Municipal e na Assembleia Distrital do PSD. Exerceu ainda as funções de Presidente do Conselho de Administração da Proviver - EEM e foi também Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vila Verde durante três mandatos (2006-2013).
Atualmente, é Presidente da Cooperativa “Aliança Artesanal” desde 2009 e Conselheira Local para a Igualdade desde 2009, ano em que foi eleita Vereadora da Câmara Municipal de Vila Verde. É responsável pelo pelouro da Educação, Cultura e Ação Social, que abrange as áreas da Educação/Formação, Cultura, Ciência, Tempos Livres, Artesanato, Património Cultural, Cooperação/Relações Internacionais e Apoio às Comunidades Emigrantes e Imigrantes, Ação Social, Juventude, Turismo e Habitação. O seu nome está inevitavelmente ligado a alguns dos eventos mais marcantes promovidos no Concelho de Vila Verde nos últimos anos.

LUÍS CARLOS AMARAL
É professor do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço, Memória”), membro do CEHR (Centro de Estudos de História Religiosa, da Universidade Católica Portuguesa) e académico correspondente da Academia Portuguesa da História. Desempenha atualmente as funções de Vice-Presidente da Comissão de Ética da Universidade do Porto. No que respeita a temas de investigação, tem privilegiado estudos sobre povoamento e organização social do território (séculos X-XIII), bem como sobre instituições eclesiásticas medievais portuguesas.

JOAQUIM ANTÓNIO CAPELA
Filho de António Capela, nasceu a 13 de dezembro de 1966 e, desde muito novo, começou a brincar com as peças dos violinos na oficina do seu pai e do seu avô Domingos. Já em idade escolar, aproveitava as férias para efetuar os primeiros trabalhos na construção de violinos.
Com 13 anos, Joaquim António Capela construiu efetivamente o seu primeiro violino, sob a natural supervisão do pai. Em 1982, com apenas 15 anos de idade, concorreu ao 3.º Concurso de Construtores de Cremona, com um violino que obteve o oitavo lugar, sendo o mais novo de todos os concorrentes. Em 1983, participou com um violino no 1.º Concurso Internacional, em Kassel (Alemanha), e obteve o segundo lugar. Em 1985, em Hradec/Kralové (Checoslováquia),
obteve o segundo lugar com uma viola, a medalha de Prata para o “luthier” mais jovem, o 1.º Prémio da Associação Italiana de Luthiers e uma Taça de Cristal da Associação de Luthiers checoslovacos. Em 1986, em Poznan, na Polónia, ficou em décimo lugar com um violino e recebeu o primeiro prémio na categoria “Trabalho”, duas Medalhas de Ouro – uma polaca e outra alemã – e ainda o prémio do melhor Verniz, para além da medalha da Escola de Luthiers de Tóquio (Japão). Em 1987, em Kanzaluk/Sofia (Bulgária), participou com dois violinos e uma viola, classificando-se em segundo e terceiro lugar em violinos – medalhas de Prata e Bronze, respetivamente e alcançando com a viola o primeiro lugar e a correspondente medalha de Ouro. Recebeu ainda o Prémio dos Luthiers Búlgaros na categoria do melhor “Trabalho”. Em 1989, em Tóquio (Japão), participou com um violino num concurso internacional de instrumentos novos e antigos, sendo galardoado com a medalha de Ouro do primeiro lugar.
Em 1997, com uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou o “workshop” de reparação de violinos do Oberlin Collegue, em Ohio (E.U.A.), sob a orientação de Joseph Curtin e Greg Alf. Repetiu essa importante experiência internacional em 1998 e 1999, sob a orientação de Frank Ravatin, Sam Zygmuntowicz e Joseph Grubaugh, para além de Greg Alf. Integrou como membro o Júri do Concurso Internacional de Luthiers, em Pisogne (Itália), 2014 e 2015, e em Cremona (Itália), também em 2015. É membro da Associação Internacional de Construtores de Violinos e Arcos desde 1998 e Delegado Português no Comité da mesma associação desde 1999, em Dublin (Irlanda do Norte). JOÃO RIBEIRO DA SILVA Natural do Porto, onde nasceu em 1971, vive em Vila Real desde 1995. É licenciado em Ciências Históricas (Ramo Científico), pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique, pós-graduado em Gestão Estratégica do Património na Administração Pública e Autárquica (IPPAR/ISPGAYA) e mestre em Museologia e Património Cultural (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Foi técnico superior da Câmara Municipal de Vila Real, diretor do Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real (2002-2018) e do Museu da Vila Velha (2007-2018). Foi ainda coordenador-adjunto dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, coordenador da equipa responsável pela inscrição do "Processo de Confecção da Louça Preta de Bisalhães" no
Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e na Lista de Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO e coordenador-adjunto de Vila Real Capital da Cultura do Eixo Atlântico. É Chefe da Divisão de Promoção e Dinamização Cultural da Direção Regional de Cultura do Norte desde abril de 2018.

LUÍS MANUEL NEVES ROCHA
Tem 55 anos. É Licenciado em Política Social com especialização em Gestão Pública, Diretor do CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, Membro do Conselho Sectorial para a Qualificação no Artesanato, Membro da Comissão Consultiva para a Certificação das Produções Artesanais Tradicionais, Membro do Grupo de Trabalho que analisa os processos relativos à atribuição, suspensão e revogação da Carta de artesão e da Unidade Produtiva Artesanal.
É coautor do Estudo Sectorial Prospetivo: “O Sector das atividades Artesanais em Portugal”, editado pelo IQF. É também autor de dois livros e vários artigos sobre Formação Profissional, sobre Artesanato e sobre Consultoria para Microempresas, publicados em diversas revistas da especialidade e órgãos de Comunicação Social.
Apresenta diversas comunicações em Congressos em Portugal e na Europa sobre Formação profissional, Artesanato, Património e Turismo.
MANUEL CARLOS FERRÃO OLIVEIRA
Nasceu em Lisboa, na Calçada de Santana, a 1 de setembro de 1929. Com 6 anos, foi viver para o Bairro do Rego, em Lisboa, onde fez a instrução primária, o liceu e todo o curso superior.
Cedo manifestou aptidão pelas Belas Artes e Marcenaria, pelo que, concluído o liceu, ingressou na Escola Superior de Belas Artes em Arquitetura, então instalada no Convento de S. Francisco, em Lisboa. Aí apresentou, em 1956, a prova final para a obtenção de diploma de arquiteto, cuja proposta consistiu na construção de um Matadouro Industrial.
Entre 1953 e 1955 realizou o curso de Oficiais Milicianos, em Queluz, no Regimento de Artilharia antiaérea fixa.
Entrou na CANIFA (Comissão Administrativa das Novas Instalações para a Marinha), onde permaneceu durante ano e meio. Durante 8 anos, integrou a Direção dos Serviços de Urbanização (Direção de Serviços de Melhoramentos Urbanos). Após este período, deixou a atividade no Estado e passou a exercer a sua profissão como profissional livre, com atelier próprio.
Em 1975, foi solicitada a sua colaboração em tempo parcial como arquiteto consultor dos Serviços Sociais das Forças Armadas, onde permaneceu durante 37 anos.
Considera que o curso de Arquitetura foi determinante para o apuramento do seu gosto pelo Artesanato, pelas Antiguidades e, de uma maneira geral, dos trabalhos manuais.
Pelos seus 8 anos, veio viver para uma moradia perto de sua casa um casal com três filhos. O pai, alentejano de Barrancos, tinha uma coleção de bonecos de Estremoz (Ana das Peles), vários presépios e muita faiança portuguesa. Adorava ver todos aqueles objetos e assim começou a sua grande paixão por estas peças. Mais tarde, herdou o que restava da coleção dos bonecos de Estremoz e assim iniciou as suas coleções.
Nesta altura, destacava-se pelo seu trabalho a barrista Rosa Ramalho, cuja presença na Escola de Belas Artes do Porto entusiasmou futuros arquitetos, pintores e escultores. Começou a visitar todas as Feiras de Artesanato da época e, no Mercado de Abril, em Belém, conheceu os barristas Domingos Gonçalves Lima, Franklim Martins Ribeiro e Rosa Ramalho, com a neta, Júlia Ramalho, então com 12 anos. Teve sempre a preocupação de adquirir peças aos próprios artesãos e não a comerciantes.
Foi um longo período de aquisições, durante o qual adquiriu peças de José Silos Franco (Mafra), José Marcelino Moreira (Estremoz), Manuel António Capelins (Estremoz), João de Deus Ortega (Sendas), manas Flores (Estremoz), Delfim Manuel (Rebordões), Isidro Verdasca (Évora), Joaquim Cicnique (Redondo), Júlia Côta (Barcelos), Baraças (Barcelos), Jorge Batalha (Mafra), António Joaquim Fernandes e Branca Maria Campos (Fujaco - Nogueira), Procópio Gageiro (Fanhões), Conceição Sapateiro (Barcelos), Célia Gomes (Elvas), Tibério Augusto Delgado (Miranda do Douro), Mestre Albino e Mestre José Maria (Castro D’Aires), Mestre Caçoila (Guimarães), Kull – esculturas em papel (Caminha), entre muitos outros.
Participou em inúmeras Feiras de Artesanato. Aquando a exposição no Museu de Etnologia sobre Franklim Martins Ribeiro - Onde Mora o Franklim? – tomou consciência de que era o seu maior colecionador.

MANUEL DE BASTOS PINTO 
Nasceu em 1950, em Oliveira de Azeméis. É Licenciado em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina do Porto em 1975 e especialista em Medicina Geral e Familiar em 1983. Exerceu sua vida profissional como clínico e como Diretor do Centro de Saúde em Ovar até 2007. Desde criança manifestou grande interesse pelo colecionismo, contudo foi nos últimos 40 anos que este hobby/doença se tornou mais evidente. O seu gosto pelo artesanato começou em 1978 quando teve a felicidade de conhecer e de conviver com o mestre José Franco. Este interesse tem vindo a sedimentar-se com o contacto com outros artesãos, em especial com o mestre e amigo Delfim Manuel. É membro da Confraria do Caco desde 2009.

MÁRIO ESTANISLAU
Nasceu em Torres Vedras, onde concluiu o 12.º ano, no curso Profissional de Técnico de Manutenção Mecânica. Passou toda a sua infância e juventude na Maceira, local onde mantém residência. É o mais novo de três irmãos. Começou a ouvir música de intervenção e música popular portuguesa por influência do irmão mais velho. Entre 1994 e 1995, cumpriu o serviço militar obrigatório e, em 1996, começou a trabalhar como torneiro mecânico e, posteriormente, como serralheiro de moldes. O primeiro instrumento que construiu, com cerca de 15 anos, foi uma guitarra clássica. Depois, fez um cavaquinho e um bandolim, procurando desenvolver as técnicas de construção com Miguel Rodrigues, um construtor de cordofones da sua região. Com cerca de 22 anos, começou a aprender a tocar cavaquinho numa coletividade da zona, altura em que construiu a primeira gaita-de-foles. Os primeiros planos da gaita-de-foles que obteve foram cedidos por Joaquim António Silva (Quitó). Fundou e tocou no grupo de música popular portuguesa “Sons da Terra”, no período entre 1997 e 2000. Em 1999, contacta Paulo Marinho e Victor Félix com o objetivo de aperfeiçoar a construção da gaita-de-foles. De aprendiz passou a colaborador, revelando-se a sua experiência profissional uma mais valia para a construção de instrumentos na oficina. Atualmente, dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais, em conjunto com Vítor Félix, nomeadamente gaita-de-foles, guitarras portuguesas, bandolins, cavaquinhos, sanfonas e outros aerofones de aresta ou palheta. Em 2003, integrou o grupo Gaitafolia, atualmente já extinto. Tem composições suas, algumas das quais integram o repertório do grupo Gaitafolia. Através da A.P.P.E.D.G.F.
(Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles), em conjunto com Vítor Félix, tem participado no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e promove, com alguma regularidade, workshops de construção e aprendizagem de instrumentos populares portugueses.
No ano de 2005, juntamente com Victor Félix, André Ventura, João Ventura e Tiago Pereira, formam o grupo “Roncos do Diabo”.

MARTINHO SEQUEIROS
Nasceu em 1958, na freguesia de Calheiros, concelho de Ponte de Lima. Fez a escolaridade obrigatória - antiga 4.ª classe – e, em 1973, começou a trabalhar numa empresa de construção civil, onde se manteve até 1981. Foi nessa empresa que adquiriu os conhecimentos mínimos na área da pedra e construção civil para começar uma nova vida. Em 1981, começou a trabalhar por sua conta e, em 1992, com a colaboração de dois irmãos, nasceu a bem conhecida empresa familiar Pedras Sequeiros Lda., na qual foi sócio gerente até à sua saída, por motivos de saúde, em 2015. Foi nessa altura, a da criação da empresa familiar, que esta família iniciou o trabalho na área da escultura e, em 1993, começou a participar nas primeiras feiras de artesanato. Com as feiras apareceram outras oportunidades: a participação em vários concursos, com a obtenção dos seguintes prémios: Menção honrosa em 1997, na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa; 1.º Prémio Nacional de Artesanato I.E F.P., em 2001; Menção honrosa Feira Internacional de Artesanato de Lisboa, em 2001; 1.º Prémio Feira Internacional de Artesanato de Lisboa, em 2002; Menção honrosa Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, em 2006; Menção honrosa Prémio Nacional IEFP; Menção honrosa Feira Nacional de Artesanato Vila do Conde, em 2007. Em 2013, Pedras Sequeiros foram homenageados pelos Rotários Clube de Ponte de lima, como os Profissionais do Ano 2013/2014. Com um percurso de formação bastante enriquecedor, o percurso profissional de Martinho Sequeiros foi sempre repleto de reconhecimento, pelos colecionadores, entidades públicas e privadas, portuguesas e estrangeiras, e por todos os meios de comunicação social. As suas obras encontram-se um pouco por todo o lado, em locais públicos e privados, no país e no estrangeiro, destacando-se a obra de maior porte que foi feita para o estrangeiro - um monumento em homenagem aos Legionários mortos,
encomendada pelos Legionários Franceses (sul de França), com cerca de 80 toneladas de pedra. Depois de vendida, em 2015, a sua sociedade na Pedras Sequeiros Lda., Martinho Sequeiros torna-se um trabalhador independente, com uma exposição permanente às portas de Ponte de Lima, na Vila de Arcozelo. O seu objetivo para o futuro é continuar a sonhar.

NAPOLEÃO GONÇALVES RIBEIRO
 É antropólogo e exerce funções de técnico superior no Gabinete do Património Cultural da Câmara Municipal da Trofa. Desenvolve ações de estudo, valorização e salvaguarda do património cultural material e imaterial neste concelho. Tem colaborado na produção de artigos/conteúdos de interesse para a história local, organizando exposições, encontros e palestras sobre temáticas diversas. É corresponsável, desde 2007, pelo projeto de Estudo e Valorização das Oficinas de Arte Sacra do Vale do Coronado. Neste âmbito participou em comunicações, produção de exposições e artigos, estudo de coleções, desenvolvendo parcerias e colaborando no processo de inscrição na lista do inventário nacional do património cultural imaterial do Saber Fazer dos Santeiros de São Mamede do Coronado. Além disso, desenvolve a sua atividade musical nos projetos Gaiteiros da Ponte Velha, Chulada da Ponte Velha e Pantomina, todos nascidos no seio da Associação Cultural Tirsense. Na Escola de Gaitas da Ponte Velha desta associação, lecionou gaita-de-fole entre 2010 e 2016. Colaborou em várias ações relacionadas com a prática deste instrumento, das quais se destacam: o registo do património imaterial e material relacionado com os zés-pereiras dos territórios do litoral do Norte de Portugal; o registo e análise de fontes iconográficas e documentação relativos às práticas musicais com gaita-de-fole em Portugal; integrou a organização das onze edições do Palheta Bendita. Desde 2006 que, em colaboração com outras associações, tem realizado palestras e exposições sobre dois temas: os zés pereiras e a iconografia da gaita-de-fole em Portugal. São disso exemplo as colaborações em vários encontros de gaiteiros, nos festivais, tais como Tocar de Ouvido, Andanças e L Burro i L Gueiteiro, entre outros. Desde 2014 que integra a organização do Encontro de Tocadores - Entre Margens, em Caminha.
Em 2012, foi o produtor e diretor musical do filme “Vamos Tocar Todos Juntos Para Ouvirmos Melhor” do realizador Tiago Pereira, patrocinado pela Guimarães Capital Europeia da Cultura. Com o mesmo realizador colaborou na apresentação, produção e direção musical de programas da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria da série Povo Que Ainda Canta para a RTP e Antena1. Em 2016, colaborou no álbum Vai-te Cuca, de Cardo Roxo, enquanto músico convidado. Em 2018, colaborou na publicação do Cancioneiro de Gaita-de-Foles da Associação Portuguesa Para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-Foles.

PAULA PARENTE PINTO
 É licenciada em Artes Plásticas – Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (1991-1997) e tem Mestrado em Cultura Urbana na Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade Politécnica da Catalunha, com a dissertação “Publicidade do Espaço Privado: Os interiores Parisienses de Eugène Atget”, orientada pelos Professores Miquel Molins e Martì Peran (1998-2004). Fez ainda o Doutoramento em Estudos Visuais e Culturais da Universidade de Rochester (NY, USA, 2005-2016). Enquanto estudante de Doutoramento, foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2006-2010). Especializou a sua área de estudo em História da Fotografia, sob a orientação dos Professores Grace Seiberling, Douglas Crimp e Paul Duro. Defendeu a tese "Condemned to Invisibility? Antonio Canova and the Impact of Photographic Reproduction on the History of Art", em agosto de 2016, na Universidade de Rochester. Trabalhou como investigadora e produtora de exposições no Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (1998-2000) e no Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves (2000-2002). Trabalhou ainda como conservadora no estúdio Ângelo de Sousa (2011-2013). Fundou e coeditou com Pedro Bandeira e Joaquim Moreno a revista de Cultura Urbana In Si(s)tu (2000-2005), dedicada aos temas: Espaço Público, Veículos, Paisagem, Privacidade, Imagem e Fotografia, Pirataria. Durante os estudos doutorais, coeditou o #14 da revista Invisible Culture, dedicada ao tema “Aesthetes and Eaters: Food and the Arts”. É editora de álbuns fotográficos, de onde se destaca “Ernesto de Sousa: O Meu Corpo é o Teu Corpo” (2014).
Desde 2010 que tem trabalhado como investigadora e curadora independente, destacando-se: “Levi Guerra: Sintomas e Projecções” (Porto: Galeria Municipal da Biblioteca Almeida Garrett, 2010), “Grupo Puzzle (1976-1981): Exposição colectiva = exposição individual” (Figueira da Foz: Centro de Artes e Espetáculos, 2011), “Ângelo de Sousa: Ainda a Escultura” (Guarda: Teatro Municipal, 2012), “Ângelo de Sousa: Uma Escultura”, SNBA 1972 (Guimarães: Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, 2012), “Albuquerque Mendes: Nunca Fiz uma Exposição de Desenho” (Guimarães: Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, 2015). Em 2015, cocomissariou com Joaquim Moreno a exposição “Carlo Scarpa - Túmulo Brion - Guido Guidi” na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém. Recentemente recebeu uma bolsa da Fundação Henry Moore (Leeds) para publicar o catálogo da exposição “Stefano Serafin: Arte em Estado de Guerra”, comissariada para o Centro Internacional de Artes José de Guimarães (2017). Recentemente comissariou ainda as exposições: “Ernesto de Sousa: A mão direita não sabe o que a esquerda anda a fazer” para a XIX Bienal de Cerveira (2017), “João Dixo: Exposição Cancelada” (Vila Real: Museu da Vila Velha, 2018) e “Carlos Nogueira: fotografias de trabalho. e outros desenhos” (Lisboa: Arquivo Municipal, 2018). Sob a égide do concurso público “Criatório” (Câmara Municipal do Porto), prepara o levantamento fotográfico de Guido Guidi “Um itinerário entre bairros: viagem aos limites do Porto”, juntamente com Paulo Catrica e Joaquim Moreno. Este trabalho será apresentado numa exposição a abrir ao público na Galeria Municipal da Biblioteca Almeida Garrett em 2019.

PHILIPPE BROCHIER
 Jornalista da televisão France 3 e Presidente do Salão Internacional de Santeiros, em Arles (França), a sua atividade consiste em divulgar o trabalho de artesãos de presépios, valorizando-os, através da organização de exposições em França e no estrangeiro. Este ano, realizar-se-á a 61.ª Exposição no Claustro Saint Trophime de Arles, sem interrupção desde a sua criação, em 1958. Serão dinamizados ainda diferentes eventos neste âmbito em diversas cidades: Cavaillon, Melay, Locronan, Trévarez, Carcassonne, Marseille e na Catedral de Notre Dame de Paris, pela quarta vez.

RICARDO FRANCISCO DE ALMEIDA AMORA
Nascido a 14 de maio de 1951, natural da freguesia de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, e residente na freguesia do Bonfim - Porto.
Entre 1969 e 1973, frequentou o Instituto Superior de Engenharia do Porto, tendo concluído o curso de Eletrotecnia e Máquinas com o grau de Bacharelato.
Entre 1999 e 2001, frequentou o Curso de Complemento de Formação Científica e Pedagógica - 2º ciclo, grau de Licenciatura.
Foi professor do Quadro no Ensino oficial durante 36 anos, exercendo durante este período funções docentes e de Gestão e Administração Escolar. Foi aposentado da Administração Pública em 29/02/2009.
Faz parte dos Corpos Gerentes de três IPSS do Distrito do Porto. Desde novo teve sempre um certo gosto pelo trabalho artesanal, criando até alguns trabalhos, utilizando vários tipos de materiais.
Em 1985, abre uma loja de artesanato - O Fuso, conjuntamente com um cunhado, no Centro Comercial Londres, na Senhora da Hora, em Matosinhos.
Em dezembro de 1988, abre uma nova loja na Baixa do Porto, na rua de Sto Ildefonso 215, dedicada ao comércio de artesanato, designada por Canjirão.
Ao longo de trinta anos, dedicou-se à recolha do artesanato nacional por todo o país, privilegiando o contacto direto com os artesãos. Iniciou-se com uma seleção de cerca de 150 artesãos e, atualmente, trabalha com cerca de 90. Ao longo destes anos, foi com muita dedicação e, por vezes, uma certa loucura que ultrapassou as dificuldades e manteve aberta a todos os visitantes uma loja que é uma referência na cidade do Porto.

TIAGO PEREIRA
 Realizador, documentarista, visualista, mentor do projeto “A música portuguesa a gostar dela própria”, que neste momento se alargou à comida e à dança. Vencedor do prémio Megafone 2010, na categoria "Missão”, desenvolveu um estilo único a documentar, recolher e misturar imagens em movimento. Os seus filmes remetem para manifestações de cultura imaterial como a música, rituais e performances, que exploram o conceito da tradição e o da memória coletiva. Entre os seus filmes destacam-se os premiados: "11 Burros Caem no Estômago Vazio" (2006) e "Quem Canta
Seus Males Espanta" (1998) e o recente “Porque Não Sou o Giacometti Do Sec. XXI” (2015). Tem, em parceria com o Sílvio Rosado, o projeto musical Sampladélicos, onde a tradição e a tecnologia se fundem numa complexa mistura de passado, presente e futuro. É também locutor no programa de rádio, na Antena 1, "O Povo que ainda Canta”, que é também o nome da série documental por ele realizada para a RTP2. Em 2015, foi considerado o homem do ano, na categoria "Música", pela revista GQ. O seu último documentário, "Os Cantadores de Paris", estreou no Doc Lisboa'17.

VIRGÍNIO MOUTINHO
Arquiteto pela Escola Superior de Belas Artes do Porto - 1976, desenvolve, em paralelo com a Arquitetura, Arte Urbana e Design, uma atividade regular na área do Brinquedo e Escultura Cinética, com obras premiadas, publicadas e expostas em diferentes contextos.
 
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